Livro de poesias é lançado em Carmo da Mata
Sábado, 15 de março de 2014 às 6h 36 – Atualizado às 6h 40 – Por: Simião Castro
Ela começou a escrever há 14 anos, quando enviou para o jornal Estado de Minas um texto sobre os problemas da educação no Estado

Surpreendeu-se com a publicação do artigo e a repercussão, mas foi o que a incentivou a continuar. Ela é Júnia Paixão, diretora da Escola Estadual Joaquim Afonso Rodrigues, em Carmo da Mata, que lança agora Um quarto de cortinas azuis [Literacidade], livro que compila uma série de poemas.
De 2000 para cá já foram diversos textos publicados em seções de opinião de jornais e revistas, e ela mantém desde 2008 um blog em que posta até hoje. Júnia conta que quando começou a escrever foi o estímulo dos amigos e da família a maior motivação. Outra fonte de encorajamento era o retorno que tinha das publicações dos jornais.
Atualmente, porém, a coisa é um pouco diferente, quase orgânica. Hoje escrever é uma necessidade vital. Quando passo algum tempo sem escrever nada fico incomodada, revela. Até por volta de três anos atrás ela só escrevia crônicas. A poesia, porém, chegou como um presente. Fazer poesia muda nosso olhar para o mundo! Poesia é puro sentimento.

Trivial
E a poesia que ela escreve, afirma, vem do cotidiano, do que acontece ao redor dela e dos sentimentos que esses acontecimentos lhe trazem. E ela procura traduzi-los para o papel da forma menos rebuscada possível. A elegância está sempre na simplicidade, acredita. No livro ela espera ter conseguido trazer poemas aconchegantes, que sejam um contraponto à vida moderna, corrida e estressante.
O nome do livro é também o nome de um poema que remete ao quarto de Júnia quando criança, que tinha cortinas azuis. Quarto esse que representa o espaço poético da autora. Ela se lembra que lá tinha tranquilidade e paz, elementos que considera indispensáveis ao momento de fazer poesia. É interessante perceber que no título de seu livro Júnia evoca a infância para, de alguma forma, vencer a morte. Penso que publicar um livro é deixar uma marca no mundo. Não será esse o segredo da imortalidade?, questiona. Ela crê que a vida acaba, mas as palavras vivem. E que as palavras escritas são o legado concreto capaz de apresentar uma pessoa a outras gerações.

Lançamento
É com esse sentimento de catarse, que proporciona emoções muito intensas e um autoconhecimento fantástico, que ela se prepara para o lançamento, no próximo dia 21, às 19h30, na escola que dirige. E guarda uma ansiedade gostosa, na espera de que o livro lance boas sementes e desperte a emoção nos leitores.
Editado por uma pequena empresa que tem a missão de divulgar o trabalho de novos escritores, o livro vem reforçar a necessidade da autopublicação como um caminho para entrar em um mercado que gira basicamente em torno de grandes nomes. Júnia acredita, porém, que o selo de uma editora abre portas e dá respaldo à obra.
O livro já está à venda no site da editora, e exemplares também poderão ser adquiridos no dia do lançamento.

Extraído do site do Gazeta do Oeste
[http://www.g37.com.br/index.asp?c=padrao&modulo=conteudo&url=029686&ss=5#.U ySQGvldVjT]

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