Entrevista com Vanessa Locatelli Pietrobelli2º lugar na Categoria Livro Completo e Menção Honrosa na categoria seleta de poemas do Prêmio LiteraCidade 2013.

Vanessa nasceu em 20 de maio de 1995, natural de Constatina, RS. Desde muito jovem participou e venceu vários concursos literários e de declamação de poesias em sua região. Duas vezes consecutivas teve textos na etapa municipal para a Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa. Aos dezesseis anos passa a ocupar a cadeira de número 52 na AlmursAcademia de Letras dos Municípios do Rio Grande do Sul, participando, no mesmo momento, da antologia Fatos Histórias e Contos do Meu Município com a poesia “Destinos”. Também colaborou na elaboração do livroConstantina – 50 anos de história e históriasFaces, livro de poemas lançado em 2013, foi sua estreia individual.

Editora LiteraCidade – Vanessa, você tem uma trajetória interessante no mundo das letras. Quais suas motivações, como começou (o começo do começo) esse trabalhar, brincar, tecer, com sons, versos, palavras…

Vanessa Locatelli Pietrobelli – Tive muita influência de minha mãe, que lia para mim antes mesmo de eu nascer. Nunca pude explicar como iniciei-me na poesia, antes de ser alfabetizada já compunha ditando versos para a mãe. O fato é que nunca decidi escrever, foi algo muito natural, quando vi, com sete anos eu já me considerava poeta e afirmava editar livros como meu maior sonho.

ELC – Você considera a leitura uma diversão? A escrita também? Uma diversão séria, uma séria diversão…

Vanessa – A leitura é uma das únicas formas de diversão que nos ensina (sobre o mundo, sobre o outro, sobre nós mesmos), portanto a tenho como um ato complexo, onde crescemos e nos divertimos. Quanto à escrita, tenho-a como uma parte de meu corpo, sempre sinônimo de espontaneidade, liberdade, diversão. Todos nós, poetas, nascemos tendo a escrita como uma diversão séria, mas almejando sempre que a mesma possa se tornar uma séria diversão, ou seja, sobreviver, física e materialmente da mesma.

ELC – Esse é o seu segundo livro de poemas. Como é seu trabalho de escrita? Você escreve os poemas individualmente ou cria um projeto para poemas com certa unidade?

Vanessa – Todos os meus poemas são escritos de forma independente, nunca planejados, ”construídos” para tecer determinado livro. A cada tempo, a cada fase minha, vejo os poemas que criei e só então é que junto-os para compor uma obra.

ELC – O livro premiado pela LiteraCidade demonstra uma unidade. O pseudônimo que você usou indica tanto essa unidade (os epigramas) quanto a filiação literária (cecília meireles). Como foi para reunir esses poemas? Já estavam assim organizados? Fale-nos a respeito.

Vanessa – ”Entre os silêncios dos meus versos brancos” foi uma reunião de poemas dos mais variados momentos de minha vida. De fato, procurei reunir poemas que tivessem alguma semelhança, tanto na forma, quanto na semânticao que também revela a influência da poesia de Cecília Meireles em muitas de minhas composições.

ELC – Além de Cecília, quem mais faz parte da sua ‘biblioteca’?

Vanessa – Minhas primeiras influências foram Mario Quintana e Cecília Meireles, hoje, leio muito e levo para a minha poesia Manoel de Barros. Além disso, figuram em minha lista de mestres Vera Lúcia de Oliveira e Paulo Becker.

ELC – Como soube do Prêmio LiteraCidade e qual expectativa você criou quando enviou o material?

Vanessa – Soube do prêmio por um blog de concursos literários, sendo que já havia participado antes de ”100 poemas, 100 poetas”. Quando enviei meus originais estava insegura quanto ao teor dos poemas e o que os jurados achariam dos mesmos. Obter a segunda colocação foi, sem dúvida, uma grata surpresa.

ELC – O regulamento não falava que haveria um azulejo, um certificado em forma de azulejo. O que você achou? Conte-nos sobre a emoção de receber esse prêmio. Você tem um espaço especial onde colocar as premiações?

Vanessa – Somente o fato de ser avaliada e reconhecida como poeta pelo Prêmio LiteraCidade já me trouxe alegria extrema, a qual foi compartilhada com muitos amigos e familiares. O certificado em forma de azulejo foi outra grata surpresa, já que no edital não havia menção sobre o mesmo. Esse, está hoje na casa dos meus pais, em Constantina, sob o orgulho de toda a família.

ELC – Nós, Lene e Abilio, agradecemos suas palavras e por ter-nos confiado seu trabalho poético.

Vanessa – Obrigada pelas oportunidades e pelo espaço! Maravilhoso o trabalho que vocês fazem!

(*) Entrevista realizada através do chat do facebook em 17 de novembro de 2013.

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